Cheguei a casa, com arrepios sentei-me, respirei fundo e sentia-me completamente anónima em tudo o que fazia, porque deixaste por momentos que entrasse na tua bola de sabão inanimada e isenta de tristeza. Eu peguei no lápis e continuava com arrepios como se estivesse nua, num sítio onde só o temporal falava. Comecei a escrever e descobri que o frio que sentia era por falta do calor das tuas palavras e olhares que me confortavam em cada frase que tu me dizias .
Sinto arrepios até agora, o calor da lembrança não me conforta, sinto sim, até agora, uma enorme vontade de te dizer que estou aqui, desmedida de palavras em busca do preencher de uma frase que até agora não sei dizer.
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