Temos continuado silenciosamente, o contínuo continuado da pré relação, no estabelecer da contínua palavra, acção e no morrer de tempo. Continuados têm sido encontros, programados e coincidências do destinho que apertam no peito, que me agarram a alma e então grito de exaustão, grito de mudança, grito de amar, amar... sempre gritando, um contínuo grito de querer, porque sim, porque me apetece e os olhos rasgam-se de tanto olhar, de tanto, tanto, tanto...
Olha bem, e por favor, executa a negação da continuidade e não permitas que mais contínuo seja esse teu olhar que cerra tuas palavras, que não tem coragem e deixa arrastar as coisas de forma inequívoca e que me sufoca...Porque eu quero dizer-te que contínuas têm sido as inquitudes do sonho que te espera, que te evoca e não te alcança.

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